vendo a chuva cair do céu branco, calmamente, suavemente.
Me perco no tempo, fecho os olhos que se enchem com a chuva,
apenas ouço o barulho da tristeza caindo da imensidão.
As crianças crescem, se tornam responsáveis,
estou aqui, olhando para essa triste chuva.
Desculpe-me mamãe, se não sou seu filho ideal,
você me disse para seguir meus sonhos, estudar pelo futuro,
me ensinou a honestidade e compaixão, ser digno.
Peço que não me culpe pois estudei, tentei ser honesto,
procurei ter compaixão, não sei se fui digno,
esse mundo em que planta-se medo e insegurança,
sonhos são pesadelos, deixei todo ideal para trás.
Desculpe-me papai, se não sou seu filho ideal,
você me encorajou a enfrentar esse mundo corrompido,
a importancia do trabalho e o valor da honra.
Peço que não me culpe, pois trabalhei incessantemente,
tentei manter meu olhar fixo para o horizonte,
fui engolido pelo mundo, deixado para trás na roda da sociedade,
tentei, mas não me sinto honrado.
A triste melodia da chuva me faz relaxar, pensar e imaginar,
se estou aqui pelo destino, ou por consequencia.
Dei o melhor de mim, não foi o suficiente.
Estarei fadado ao fracasso? Posso eleger uma vida diferente?
Desculpem-me meus queridos pais, por ser assim,
vocês tentaram me educar, e tudo que eu fazia era xingar,
deixaram seus sonhos de lado por mim, deixaram a diversão
de lado pelos carinho dedicação a minha criação.
E estou aqui deitado em minha cama, olhando pela janela...