Donzela.

  Meus olhos vislumbravam a vastidão com apreensão, porém determinados. No fundo do vale podia ouvi-la sussurando, sem saber se era um choro ou uma bela canção.

- Que há para temer? Não há nenhuma outra pista daquela que será sua prometida. Siga em frente é o que eu digo. – Soou a voz do escudeiro.

  O outro escudeiro, porém discordou.


Crime Perfeito.

            "Não existe crime perfeito". Era o que eu pensava, e confesso que como criminoso esse tabu me incomodava imensamente. Dediquei então minha vida, tentando quebrar essa concepção, tentando cometer o crime perfeito.
 Foi difícil, em minhas tentativas fui pego muitas vezes, tanto que hoje sou fugitivo procurado. Outras, não cheguei a ser capturado, mas o crime não aconteceu realmente. Que crime? Ah sim, eu furto coisas, nada de assassinato, agressão ou coisa assim, não gosto de chamar atenção... Apenas o suficiente.

Lá atrás da casa.

Um corredor estreito que a primeira vista daria em lugar algum, talvez este seja justamente o propósito de sua forma, afinal aonde este corredor termina começa um pedaço de terra cheio de possibilidades. Este terreno tem dono, mas confesso que nunca o vi pessoalmente, na verdade aquele lugar para mim sempre foi e sempre será “Lá atrás da casa”.

Artesão.

Os verdes olhos enfim brilham ao entardecer,
deu-lhe estrutura, uma incrível força e vigor.


Leftover.

Sentei-me ali, despercebido.
Já havia visto aqueles passos rápidos;
já havia visto as finas pernas cruzadas.
Dei-me licença, antes que pudesse pedir;
surpresa, o sorriso, vai embora ao vento.

Rainy Photo Memories.


 Peguei aquele álbum, que um dia me dera; abri diretamente na página onde haviam apenas fotos suas.