Senti-me satisfeito com a compra: 3 rosas claras num simples arranjo com tela, fita e mato.
- Nossa! Que lindas! - Diz a mulher do casal logo atrás de mim.
Fiquei um pouco encabulado, percebi que muitas pessoas reparavam em mim enquanto eu andava. Mas o que mais me preocupou foi como eu entregaria aquele arranjo.
Dentro de pouco tempo eu estava batendo na porta da sala de aula dela, e não havia pensado em nada.
Pedi ao senhor que me atendeu que chamasse a tímida garota que sentava ao fundo da sala.
Ela veio me receber com uma expressão de curiosa. Não perdi tempo e ofereci as rosas.
- São para você, gostaria de vê-la sorrindo sempre. - Logo que terminei de dizer, ela ficou paralisada, de olhos arregalados e boca semi-aberta, aparecendo o aparelho rosa fixo que usava.
- C-como que eu vou aceitar isso? - Rapidamente franziu a testa e falou em tom bravo. - Que que isso tem a ver comigo? Ham!
Aquele "ham" sempre vinha acompanhado de risada, mas dessa vez ela apenas ficou vermelha, de brava? Eu recuei, fiquei pelo corredor, meu plano foi por água abaixo... Pensando bem, desde o inicio não havia nenhum plano.
- Ha ha ha! Estava te vendo de longe. Que bonitinho! - Veio outra amiga me amolar - Mas se você me der eu aceito!
- Não não... - Não daria as rosas pra mais ninguém.
- É... Você está certo, você comprou pra ela. - Exatamente o que eu havia pensado. - Ela está vermelha feito um tomate, você deixou ela muuuuuuuito sem jeito.
- Ahh, e minha posição agora? ...
O sinal bate, e deixo todos alunos irem embora primeiro. Ainda vejo a garota que não recebeu as rosas caminhando com um singelo sorriso e um olhar vago; assim que reparou que eu a observava, me fechou a cara e apertou o passo.
- Ha! Louca! Só pode ser...