Inner Struggle.

 
 Persegui seu rastro até o sopé da montanha, nuvens pesadas escondiam todo céu noturno. O cheiro de morte me incomodava, mas não hesitei ao encontrá-lo.

Armadura negra como a noite, uma leve espada com um nítido sagitário na guarda. Meu inimigo possuía beleza assustadora, mas não me deixei intimidar; já havia tomado meu pai, amigos e muitos sonhos. Teria tudo de volta naquela noite.
O cavaleiro negro se moveu com o primeiro relâmpago. Era rápido, mas eu estava preparado. Bloqueava cada golpe, e revidava a altura, mas não pude prever uma estocada em meu joelho esquerdo. A luta se tornara dificílima.




Não podia deixá-lo vencer novamente, não havia treinado para isso. Mas sentia meu quente sangue escorrer pelo corpo, e esgotava assim minhas esperanças.

...

“Meus irmãos...”

Respirei fundo e levantei, suportando toda dor. Ele parou por um instante, então avançou. Não me movi, sua espada perfurou meu peito; segurei com uma das mãos, e lhe golpeei com toda força sua cabeça.

Ele caiu ao chão, sua espada ainda estava cravada em mim, parecia não ter atingido nenhum órgão vital. Assim que ele tentou se levantar, golpeei-lhe novamente com o cabo da espada, deixando-o totalmente tonto.

Aproximei e removi o capacete. Longos cabelos escuros caíram sobre seus ombros, sangue escorria pelo pálido rosto. O cavaleiro, uma mulher...
“Você, mas como...?”

Caí de joelhos, olhei profundamente em seus escuros olhos, estavam gélidos, muito diferentes dos que conhecia. Fechei meus olhos, não acreditei. Não houve respostas, nem mesmo as perguntas; e minha busca, havia terminado ali.